Jun30

A ATARANTADAS

Espaco Cachuera, Rua Montealegre 1094, Sao Paulo, SP

  ATARANTADAS - Mawaca & Alessandra Belloni (Itália) com Thomas ROrher, rabecam violin, saxophone O espetáculo ATARANTADAS apresenta melodias ancestrais do sul da Itália com toadas de orixás e ladainhas brasileiras unindo a cultura popular da Itália e do Brasil com uma roupagem atual visando envolver públicos de todas as idades.

 

Criado por Alessandra Belloni e Magda Pucci (Mawaca), o espetáculo ATARANTADAS reúne melodias ancestrais do sul da Itália com toadas de orixás e ladainhas ibérico-brasileiras. As melodias - medievais, renascentistas e atuais - serão acompanhadas por uma instrumentação mediterrânea como os pandeiros italianos, tambores do Oriente Médio, rabeca e djembés e congas afro-brasileiros. O espetáculo apresenta uma atmosfera inebriante, intercaladas com momentos mais intimistas, e conecta tradições que apresentam elementos em comum como o transe e uma rítmica frenética. Alessandra Belloni é profunda pesquisadora dos ritos do sul da Itália (Puglia) e tem recolhido, há mais de 30 anos, vários temas antigos da Tarantata e da Pizzica, rituais de transe que remetem ao mito da Aranha. A celebração da Tarantata é realizada, até hoje, no sul da Itália em 29 de junho, em honra à São Paulo, protetor das tarantati. Para este espetáculo, o grupo será formado por Alessandra Belloni (pandeiros e voz), integrantes do grupo Mawaca, Thomas Rohrer (rabeca) e Victor da Trindade (percussão e violão) entre outras participações especiais a serem definidas posteriormente. Nos rituais de Candomblé no Brasil, são várias as melodias acompanhadas por uma rítmica intricada e polifônica que cumprem o papel de dar suporte ao ritual de transe, quando os iniciados recebem seus orixás. Assim, estes temas serão intercalados com as melodias frenéticas da

O Mito da Tarântula

O espetáculo apresenta a dança de transe A música da tarantata é realizada com pandeiros com platinelas de diversos tamanhos (frame drums) tocados num ritmo sincopado de 12/8, com acentos marcados. Girando e batendo os pés, os participantes expulsam de seus corpos, simbolicamente, o "veneno" da mordida da mítica tarântula. As mulheres, tradicionalmente, se vestem de branco e usam lenços e fitas vermelhas. Todos os participantes experimentam um estado de transe induzido pela combinação de música e dança. As tarantata em um criativo diálogo, costurado pelas ladainhas antigas do pastoril brasileiro de origem ibérica. Canções daqui que se entrecruzam com os ritmos e melodias do sul da Itália. tarantata que, antes de se transformar na dança folclórica tarantela, teve origem no do sul da Itália na Idade Média para curar a mordida mítica da tarântula. Esta forma de dança teve origem na Grécia antiga e era um rito de devoção ao deus do êxtase e do vinho Dionísio, cujo equivalente romano seria o Deus Baco. As mulheres envolvidas nestes ritos eram chamados de "baccanti", e mais tarde "tarantati", e dançaram o "Pizzica Tarantata" ("a picada da tarântula aranha", também chamado de "mordida de amor"). tarantati, principalmente as mulheres, fazem esse ritual de transe coletivo em Puglia no dia 29 de junho na festa de São Paulo, hoje substituto do Deus Dionísio, um ritual pré-cristão assumido pela Igreja Católica pela sua grande popularidade, assim como alguns orixás ganharam seus equivalentes como santos da Igreja Católica. WORKSHOW -

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